terça-feira, 18 de março de 2014

Das Balsas às Ferrovias...

1, 2... Testando... O.k, O.k

Santana de Parnaíba, 03 de Janeiro de 2014.

Av. Esperança nº 05, às 05H30 soa o alarme do celular, ao som de Kilário, do Di Melo, desperto dançando para dar inicio a mais uma "catracada" do meu, do seu, do nosso, Turismo de Catraca Blog. Depois de um banho-de-gato e um litro de leite com chocolate, pronto pro combate! 06H29 a primeira catraca, Linha 246(Santana de Parnaíba-Osasco R$3,20), com destino à estação Barueri, da Linha 08-Diamante- da CPTM, onde encontraria o restante da equipe para mais uma jornada...

Capa do Álbum Di Melo- Di Melo. 1975.EMI-Odeon

... E do outro lado da história...

Itapevi...

O celular desperta cedo pra caramba, ao som daqueles toquinhos que já vem no aparelho. Algumas xícaras de café (a maior de todas) cheias pra espantar o sono, um pedaço de bolo e pronto! Estava alimentado pra mais uma aventura pelas catracas por aí.

Depois dos "Starts" dos integrantes, a equipe dá às 07H seu "Start", partindo da Estação de Trem Barueri com destino a Estação Osasco, onde faríamos transferência para a linha 09-Esmeralda- da CPTM, para dessa vez, desembarcar na Estação Grajaú, onde chegamos às 08H09 e tomamos às 08H30 o buso da Linha 6L11- Ilha do Bororé, pela quantia de R$3,00 ou Bilhete Único- No trem também foi utilizado o Bilhete Único, e o valor padrão é R$3,00.

Ônibus da Linha 6L11-Terminal Rodoferroviário Grajaú


Ilha do Bororé? Na real nem é uma ilha, está mais para Península do Bororé, e é um bairro da cidade de São Paulo que para acessá-lo é necessário tomar uma balsa, olha que louco, dentro da metrópole existe uma linha de ônibus que cruza a Represa Billings de balsa, são dois ou três trechos médios, deve ser cerca de 200 ou 300 metros em que o motorista do ônibus abre as portas e permite que a viagem seja feita na balsa, você não precisa necessariamente ficar dentro do buso, pode descer e ver a margem da represa e pescadores com seus guarda-sóis pegando tilápias e pacus.

Margem da Represa Billings
Pescadores sem guarda-sóis na margem da represa 

Até o momento em que fizemos a viagem pouca gente ao nosso redor sabia  sobre a Ilha, esperamos que após a publicação desse post mais pessoas deem atenção para a singularidade do local, inclusive o poder público para a infraestrutura básica. A balsa tem intervalos curtos e pra quem não cogita sair por ai de catraca, também é possível atravessá-la de carro ou moto, como estávamos no ônibus não desembolsamos uma moeda sequer e quem foi de carro também não pagou nada. Em um dos trechos é tomado um ônibus gratuito que até então não conseguimos localizar os "patrocinadores".

M.1GRIA apreciando a maravilhosa vista do chão da balsa

E. Belko estreando em "Ai meu corassaum!"

Travessia da Represa Billings via Balsa

Outra margem da represa

Após as travessias, incluindo o ônibus gratuito que é oferecido na cidade de São Bernardo do Campo, tínhamos deixado a capital e entrado na sexta cidade do roteiro (Santana de Parnaíba/Itapevi, Barueri, Carapicuíba, Osasco, São Paulo e São Bernardo do Campo) onde atravessamos mais uma balsa, dessa vez o ônibus não nos acompanhou, e tomamos o coletivo da Linha 050- Jardim Hollywood/Via Rudge Ramos, com destino ao ponto final, onde tomamos o ônibus da Linha 069-Viação Osasco com destino a Ribeirão Pires pela quantia de R$3,00, em Ribeirão compramos o que seria necessário ou que deveria ser, pra uma noite de acampamento na Mata Atlântica, por lá também embarcamos no Trem da CPTM com destino a Rio Grande da Serra, mais três reais.

A própria imagem diz em qual estação estávamos  



Ao chegarmos em Rio Grande da Serra...

Embarcamos na Linha 242-Paranapiacaba, um amigo já havia nos indicado a Cachoeira da Fumaça, o cobrador nos auxiliou onde descer na estrada para seguir a trilha que tinha um começo esquisito, sabe? Podiam entrar carros, mas depois foi se tornando normal -ou quase. A princípio o alagado típico das regiões de mata litorânea onde mosquitos se multiplicam como o dinheiro se multiplica na conta do Maluf, muitos insetos na região "pré-alagada", mas após vinte ou trinta minutos estávamos entrando na mata fechada onde sumiriam aqueles insetos todos, certo? Errado, por mais alguns minutos fomos seguidos de perto por milhares de mosquitinhos, e ao escrever este post escuto claramente seu zzzzzzzzzzumbido nas orelhas.

Trecho da Trilha


Entramos na trilha às 15H, foram três horas de descida entre pedras, líquens, samambaias, cipós e nos trechos mais difíceis cordas, pra falar a verdade não encontramos a tal cachoeira da fumaça, mas encontramos dezenas de outras cachoeiras que talvez sejam tão legais quanto, na serra que descíamos ousei lembrar do livro Sierra Maestra, de Juan Almeida Bosque, sim parecíamos o Che e seus "Companheiros"(Lula VOICE), na real? Nem sei se parecíamos mesmo, afinal, tinha um gordinho-muito-gente-fina- reclamando de dores no joelho, mas na minha grande-cabeça-de-pastel-de-vento, parecíamos!

Corredeira por onde descemos


Piscinas naturais em meio as agitadas corredeiras


Cachoeira na montanha em frente a que estávamos 


Uma das muitas piscinas da cachoeira


Bom...

Montamos acampamento em uma das milhares de rochas da margem da queda d'água que seguia por quilômetros, estávamos prontos para acampar mesmo sem barraca, juntamos troncos para fogueira e algumas rochas para que a fogueira não consumisse toda a mata- as rochas servem pra delimitar o espaço do fogo.

Nossa bem feita fogueira (que não durou tanto assim)

A empresa Couple Nodles não quis nos patrocinar, então não vamos citá-la



O Resgate da Panela em chamas


Fogueira acesa e acampamento montado, estávamos prontos para encarar os mistérios que a noite nos reservava, falando em noite, ela demorou pra cair -igual dinheiro na nossa conta- eram quase 20H e ainda estava claro, como a fogueira já estava acesa a pouco mais de uma hora e o vento a nosso favor, fomos defumados até a noite, aos poucos, enfim, chegar...

Talvez você ache um pouco esquisito acampar e muito esquisito acampar sem barraca, mas se tivesse tido pesadelos com um Tatu-boi gigante passando Gelol no sovaco do Mussum, acharia normal.

"Print" do local do acampamento


Dormimos...

Foto da Noite! PEEI!

A noite não estava tão escura




Aliás, tentamos dormir...

Despertamos às 05H00 e assistimos de camarote em cima da rocha o nascer do Sol do dia 04 de Janeiro...

Neste momento que a fumaça sufocante e defumadora, o ruído contínuo e perturbador da correnteza e todo o esforço do dia anterior valeram a pena!

Save The Green

O Sol foi surgindo iluminando pouco a pouco a montanha que havia em frente a que estávamos e que também, nela havia uma cachoeira cortando-a desde a metade para baixo. Uma vista fascinante que nos encorajou a fazer o caminho de volta rumo ao "distrito" de Paranapiacaba.

Subida ou descida da trilha

Foto Artística
Paranapiacaba não é uma cidade! E ali realmente parece que o tempo parou, chegamos embaixo de uma garoa que quando passou deu espaço a uma neblina tão densa que escondia o "distrito" todinho. Alguns minutos depois, do alto do morro, onde fica a Igreja Matriz, a neblina revelou uma Paranapiacaba calma e com muito charme. Conhecemos a igreja Matriz e o cemitério que fica ao lado (lado direito da foto) da mesma; comemos um bolo feito de Cambuci no Espaço da Alzira, onde fomos muito bem recebidos pelos simpáticos atendentes. Em determinada data do ano ocorre a Festa do Cambuci.

Matriz de Paranapiacaba


Cemitério ao lado da Matriz

Lanchonete onde vende o doce de Cambuci e onde fomos muito bem atendidos


Conhecemos o museu Funicular onde há um acervo muito legal de peças e equipamentos usados no princípio da atividade ferroviária da São Paulo Railway que trasportava principalmente o café de São Paulo para Santos; o museu também tem locomotivas e vagões específicos, por exemplo, vagão para a 1º classe; vagões fúnebres, e aos mais "cinestésicos" tem o passeio de Maria Fumaça que deve custar uns cinco reais...

Andamos por Paranapiacaba admirando a arquitetura das casas da época em que a ferrovia  era o combustível daquele povoado Inglês.

Também visitamos o CDARQ-Centro de Documentação em Arquitetura e Urbanismo- que demonstrava através de maquetes, exatamente como eram feitas as casas e a organização social no "distrito".

Visita ao CDARQ


Maquete dos imóveis de Paranapiacaba


Créditos:Turismo de Catraca


Visita ao CDARQ

O passeio finalizou em um café onde o anfitrião era muito hospitaleiro e nos deu dicas de várias cachoeiras que poderíamos visitar; o que não era má ideia tirando o cansaço que estávamos depois de passar 4 horas subindo da cachoeira até a rodovia...

Depois de pararmos para tirar alguns milhões de fotos na ponte que liga os dois lados do distrito, formou-se uma neblina que em poucos minutos fez todo distrito sumir, to falando sério, foi igual naqueles filmes de terror onde há algum monstro bizarro aterrorizando a cidade. A neblina era tão densa que foi apagando o distrito diante dos nossos olhos como efeito de fumaça em festas!

M.1GRIA e Maria... Fumaça


Homem na Neblina

Neblina


Com a volta da chuva, decidimos esperar o ônibus que nos levaria de volta até a estação. Estava garoando forte (Garoa level 2), nós estávamos sujos de terra, lama e areia da trilha, defumados pela fogueira, exaustos e sentados no chão do terminal rodoviário (com exceção do gordinho-muito-gente-fina que se sentasse não levantaria antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016) com dois cachorros de rua deitados ao nosso lado... A cena parece meio deprimente, mas nem tanto ao ponto de chegar alguém e nos dar uma moeda, o que seria encarado como patrocínio para a próxima catracada. Hashtag Fica a dica.

Um dos cachorros que nós conhecemos

Partimos.

Do sacolejar do ônibus, fomos para o frio do ar condicionado do trem, em seguida para a muvuca do metrô e depois novamente o frigorífico do último trem, onde a sogra do gordinho-muito-gente-fina ligou aos berros para que ele comprasse um saco de batatas antes de ir pra casa. Encerramos pedindo um minuto de silêncio pelo joelho estourado do nosso amigo gordinho-muito-gente-fina que por limitações físicas já citadas acima nos impediu de descer por mais algumas horas na trilha da tal Cachoeira da Fumaça.


[Silêncio]


Aé! Antes de encerrar gostaríamos de alertar duas coisas observadas durante o "passeio", a primeira é para você nosso leitor com engajamento social invejável, a segunda também é para você, mas deve soar como uma indireta, bem direta mesmo, para a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária-SP que segundo palavras do próprio site  mantém, restaura e oferece a visitação ao Museu Funicular de Paranapiacaba.

Coisa um- Já existe um novo ponto de vista sobre o "jeitinho brasileiro", nem sempre a maleabilidade e jogo de cintura são positivos para formação de uma identidade, o que isto quer dizer, as famosas exceções que promovem uma classe e rebaixam outra, pela justiça não ser tão cega por aqui, são ícones de um lado cultural em que ao invés de sacramentar o que é legal e o que não, cria regras superficiais que rondam todos, mas atingem poucos, assim, analisando uma simples placa sobre uma linda ponte de um certo distrito observamos que o correto seria- do nosso ponto de vista- "Permitido somente tráfego de motocicletas e bicicletas conduzidas a pé" e não "Proibido trânsito de motocicletas e bicicletas, exceto conduzidas a pé", porque criam exceções pra situações que duas linhas atrás foram proibidas tendo a oportunidade de ser específico e dizer de maneira clara a forma correta de atravessar a ponte.

Pois é...

Coisa dois- Em dado momento da nossa visita ao Museu Funicular, quando fotografávamos os arredores do mesmo, um senhorzinho chamou nossa atenção, segundo ele, era o responsável pela vigilância de alguns túneis de sete quilômetros que não eram abertos a visitação por questões de segurança, mas que se fizéssemos uma "vaquinha" e "molhássemos" a mão dele, poderíamos ter acesso aos túneis onde veríamos o Oceano Atlântico. Alertamos nossos leitores e a ABPFSP sobre isso, pois se é fechado por questão de segurança não deve ser aberto por questão de...

Bom, enviamos a ABPF um e-mail relatando o acontecido e solicitamos que antes de qualquer "punição" contra o funcionário, faça uma revisão na folha salarial do mesmo pois para "arreganhar as pernas" dessa maneira, é muito provável que não esteja recebendo uma remuneração que faça jus ao seu trabalho, somos a favor de remunerações dignas e bem acordadas entre o empregador e o empregado para que casos como esse não ocorram e coloquem em xeque a credibilidade da empresa e segurança do turista.

Agora sim! Encerramos com a resposta da ABPF sobre a situação ocorrida em Paranapiacaba.

"Prezada Equipe Turismo de Catraca...
      A ABPF tem a informar que a pessoa que estava fazendo esses passeios, não era nosso funcionário, o mesmo era guarda de segurança da empresa ferroviária MRS a qual tem a concessão ferroviária do trecho de Paranapiacaba.
     É terminante proibido o trafego de pessoas pelo leito do antigo sistema do funicular, mas pessoas inadvertidas continuam se utilizando desse passeio ilícito. A área de responsabilidade da ABPF vai até a cabine de mudanças de vias onde ha avisos proibindo a passagem de pessoas sem autorização.
     Agradecemos pela denuncia, e informo ainda que a pessoa que estava fazendo esses passeios já foi devidamente demitida pela MRS, após nossa denuncia pois tal fato ja havia sido descoberto por nossos funcionários locais.
     Esperamos que vocês continuem a frequentar o Museu do Funicular e qualquer duvida, nossos funcionários que estão devidamente paramentados poderão ajuda-los.
Atenciosamente

Carlos Alberto Rollo
Diretor Administrativo
ABPF/SP"

Agradecemos ao Senhor Carlos Alberto Rollo pela atenção dispensada.

Um momento! Antes de finalizar gostaríamos de agradecer especialmente ao, segunda palavras de um certo integrante desta equipe, "Roteirista Fofinho" da Secretaria de Cultura e Turismo de Santana de Parnaíba, Sr. Israel, que tem colaborado com sugestões e dicas de viagens de catraca que impulsionaram aos integrantes essas maluquices de viajar de coletivo (e ainda relatar em um blog!). Se há uma opinião que nós da equipe dividimos sobre ele (claro que não é Roteirista Fofinho) sem dúvida, é a gratidão pelas idéias, sugestões e o apoio a equipe. Nossos sinceros agradecimentos! 

Pronto, podemos continuar finalizando...

Dúvidas, críticas, sugestões ou compra de produtos Herba Life envie e-mail para:

turismodecatraca@gmail.com

Quer viajar conosco ou compartilhar sua catracada? O e-mail é o mesmo!

Conhece um linha de ônibus muito legal? O e-mail não muda!

turismodecatraca@gmail.com

Até a próxima catraca!

E.BELKO
M.1GRIA


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Era uma vez...

Uma tarde qualquer, de um dia qualquer, seu amigo lhe convida pra dar um role qualquer...

A primeira coisa que você deve perguntar  "Para onde?" e (obrigatoriamente) ele deve responder "Para qualquer lugar de ônibus de catraca!"

Sua reação -sem dúvida- deverá ser:

A) Olhar incredulamente pra ele;
B) Dar um risada irônica;
C) Deixar claro que não levou a sério o convite;
D) E por fim, responder: "Vamos!" 

Claro, com você, isso pode acontecer de formas diferentes, afinal, existem exceções (Guarde essas duas palavras, usaremos novamente).

Convite feito e aceito...

O que fazer agora? Óbvio, esperar a galera do seu trabalho, da faculdade e da sua família, parar de zoar, acredite, isso vai acontecer.

Depois de ter recebido apoio apenas do amigo que te convidou pra viajar, vocês devem começar uma pesquisa árdua para definir com exatidão o destino (longe ou perto, normal ou inovador, natural ou artificial, o ca$h que vocês possuem também influenciará na escolha do destino e, claro, a sanidade mental de cada um).

Pegue um bloco de notas (ou use o do seu Smartphone/Tablet) e anote.

Sugestões para definir o destino, optem por um local:

-Onde os atrativos turísticos não sejam mega distantes do centro da cidade, afinal, catracas só são atrativas se você souber e puder usá-las;

-Onde os atrativos (ou pelo menos a maioria deles) sejam gratuitos ou baratos -A não ser que esteja "Ostentando fora do normal";

-Geralmente cidades históricas são "ricas" em atrativos -existem exceções;

-E por incrível que pareça, redes sociais podem ter fins didáticos, logo, use-as para estudar seu destino!

Nossa Política Nacional de Turismo é de 2008 (Lei 11.771/08), então é óbvio que a atividade turística formatada no país ainda se encontre em estado fetal, assim, nem sempre todos os atrativos turísticos estarão lá, embrulhadinhos, prontos para seu consumo. Muitas vezes é necessário que você os veja como Atrativos -Uma cachoeira por exemplo, pode ser algo normal para o morador, um atrativo para o visitante, um negócio para o "trade turístico" e uma dor de cabeça para o poder público e vice-versa- Então bater papo (Ainda que um "web-papo") com moradores pode ser uma boa forma de estudar o destino.

E lembre-se, "Atrativo chama atrativo". Se você está no quarto da pousada sem nada pra fazer, raramente aparecerá algo para fazer, procure existir (Cid Moreira VOICE), se você estiver em uma praça, provavelmente vai encontrar pessoas que possam te recomendar outros locais a visitar e também estejam precisando de suas recomendações!

Destino escolhido? Parabéns! Chegamos na parte mais difícil do planejamento, costumamos chamar essa parte de "A parte mais difícil do planejamento"

Essa parte consiste em pesquisar o trajeto da sua cidade de origem (Seu ponto de partida) até o destino final (O ponto de chegada, DÃÃÃR).

Com ajuda de um mapa, ainda que seja o Google Maps, você deve traçar uma rota, quais cidades vão passar, a que distância média entre essas cidades e o ponto de chegada,  isso serve por exemplo, para que alguém que esteja em Cuiabá e queira chegar em Manaus, não perca tempo rodando entre Belo Horizonte e Teresina. Se você prestou atenção nas aulas de Geografia vai entender, senão, vai abrir o Google Maps para ver que Minas Gerais faz sim, fronteira com Piauí e Mato Grosso.

Abaixo deixamos como exemplo um dos mapas utilizados pela equipe, lembre-se, deve ser de fácil compreensão, dinâmico e pontual.

FONTE: GOOGLE.IMAGENS


Alguns dos dados a ser pesquisados

-Quais cidades estão na rota;

-Quais Viações (Empresas de ônibus) você usará para sair do ponto de origem;

-Qual o número das respectivas linha;

-Quanto custa a passagem;

-Quais são os horários dos ônibus. Anotem alguns horários antes e alguns depois do que vocês planejam viajar, existem ônibus pontuais e existem exceções.

Assim farão até chegar ao destino final. Parece fácil, e é mesmo, só enche o saco ficar ligando pra perguntar número de linha, horários e outros detalhes que às vezes não estão disponíveis no site ou que estão desatualizadas. É importante lembrar que:

-Mesmo que essas informações estejam no site, ligue para confirmar;

-Não esqueçam/percam/comam/fumem o papel com estas informações anotadas (Alguns anotaram no Smartphone, outros no Tablet) pois este seguirá viagem junto com vocês.

-Faça uma lista dos principais atrativos que vocês irão conhecer no destino escolhido, mesmo que não sigam a lista, isso servirá para que não fiquem perdidos quando chegar, e para que alguém que os receba saiba o que lhes interessa...

Alguma cidades já contam com centros de informações turísticas, podem ser conhecidos como "CINTUR", "CIT" e por incrível que pareça, como Centro de Informações Turísticas, são estabelecimentos mantidos pela prefeitura ou por associações de turismo com finalidade de orientar e dar suporte ao turista que chega ao local, geralmente prestam um serviço gratuito e profissional -existem exceções- você pode procurar por eles nos destinos, muitas vezes através do telefone ou e-mail podem começar a te orientar antes mesmo da chegada...

Aos que escolheram passar algumas noites no destino final, pesquisem opções de hospedagem (a gosto, tipo sal em todas as receitas). Alguns Meios de Hospedagem (Tirando onda de Turismólogo) tem a necessidade de reserva, outros não, sugerimos que liguem e reservem, a menos que queiram correr o risco de dormir na rodoviária de uma cidade completamente desconhecida por vocês.

DICA: Geralmente pousadas são opções mais em conta, assim como os campings se levarem as barracas -alguns campings alugam-. Pesquisem o preço de acordo com a quantidade de pernoites e anotem. Tentem negociar -pechinchar- pode ser que dê certo, existem exceções.

Também tem aquele aplicativo de emprestar o sofá, CouchSurfing, pode dar certo... Ou não...

Existe também a possibilidade de sair por ai, livre, leve e solto, pegando o primeiro ônibus que aparecer para qualquer lugar que seja, essa proposta, ainda não executada pela equipe do blog, deve ser tão realizadora quanto a que abordamos até aqui, porém os cuidados devem ser redobrados, é verdade, estamos em um país lindo e violento, então organize-se e se por acaso tiver poucos ou nenhum amigo para acompanhá-lo pode procurar a nossa equipe, ao fim de todo post publicamos o e-mail de contato, pode conferir, faríamos sim uma viagem dessas com você!

Caso queira ir sozinho, lembre-se, pelo amor de _ _ _ _ _ (Insira aqui seu deus, ou familiar querido), seja responsável!

Feito isso, vamos para a parte de finanças desse planejamento:

Custo das passagens X 2 (Se pensam em voltar) + Custo das pernoites + Custos de Alimentação (Previsão) + Custos de atrativos + Uma grana extra (Essa você não precisa usar de fato, mas tê-la consigo evita possíveis dores de cabeça)

Agora você já sabe o que fazer, onde, por onde e com quanto, mais ou menos, fazer.

Chegamos então, a parte de "Como Fazer".

O Ministério do Turismo de Catraca adverte:

Viagens devem ser como sexo, prazerosas e responsáveis. Uma viagem de mochila até outra cidade e usando só ônibus de catraca, pode parecer irresponsável, e é! Então, cabe a você planejá-la e executá-la de forma lícita, para que sejam extintos atos que possam prejudicar o prazer da sua experiência e a vida de terceiros, ou segundos... rs

Quando falamos de responsabilidade, visamos sim, puxar a orelha dos engraçadinhos que acham que isso aqui é palhaçada, sua visita a um destino pode ajudá-lo a progredir ou regredir, depende do que você trocará com ele, logo, troque experiências e sensações boas, agradáveis.

Faça-a de maneira responsável que estará fadada ao sucesso!

-Crie rotas;
-Conheça Pessoas;
-Viva;
-Inove;

(Parece auto-ajuda né!?)

Mas é isso...

Para melhor compreensão e maiores esclarecimentos das dicas acima, vamos ao resumão:
*Se for convidado para embarcar num ônibus de linha para viajar, aceite;
*Defina um destino de acordo com sua disposição, ca$h e sanidade mental;
*Ligue para confirmar tudo, horários, números de linhas, gravidez, atrativos... TUDO!
*Pesquise o trajeto, anotando tudinho;
*Reservar com antecedência o meio de hospedagem escolhido;
*Calcular todos os gastos possíveis como refeições, atrativos, subornos, souvenires, grana extra;
*Sempre conte com informações seguras de algum Centro de Informações Turísticas (CIT/CINTUR)  

Esperamos que as informações aqui passadas tenham sido claras e úteis para sua viagem!  

Para quem quiser juntar-se a nós e seguir por ai de catraca, enviar-nos sugestões de destinos ou depositar dinheiro em nossa conta, entre em contato conosco pelo e-mail:

turismodecatraca@gmail.com

Bom, a dica esta ai em cima, esperamos que compartilhem suas experiências conosco!

Até a próxima catraca!

E.BELKO
M.1GRIA

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Catraca Interestadual São Paulo/ Minas Gerais

Bom dia pra quem é de bom dia!

E 17 horas depois da chegada de Extrema- MG, aqui estamos, bem menos suados, para o escrever o segundo, mas não menos importante, post do meu, do seu, do nosso... Turismo de Catraca.

Partindo da Região Metropolitana de São Paulo, mais precisamente, Santana de Parnaíba, tínhamos como proposta ultrapassar a barreira do som, mas de ônibus de catraca não ia rolar, e decidimos então, ultrapassar a barreira do estado, e partimos com destinho a Minas Gerais.

O roteiro elaborado...

Santana de Parnaíba/SP- Cajamar/SP (Linha 324, R$ 3,25 ou Cartão BOM, Viação Osasco)

Cajamar/SP- Jundiaí/SP (Linha 301, R$ 4,75, Viação Rápido Luxo Campinas)

Jundiaí/SP- Bragança Paulista/SP (Linha Jundiaí- Bragança Paulista, R$ 8,10, Viação Fênix)

Bragança Paulista/SP - Extrema/MG (Linha Bragança- Extrema, R$ 2,80, Viação Cambuí)


O ponta pé inicial foi dado às 04H30 do Sábado (14/12), e por LUZ própria, arranjamos carona e "matamos" a primeira catraca, logo, estávamos em Cajamar aguardando o ônibus que seguiria para Jundiaí, este chegou ás 05H50 e partimos, depois de 40min de buso forrozeando na Via Anhaguera (SP-330), estávamos em Jundiaí, onde aguardamos até às 07H45 a partida do segundo ônibus, com destino a Bragança, e por lá embarcamos às 10H15 para Extrema- MG.

Cobradora Darlene da Viação Cambuí e Estevan Belko

Rodoviária de Bragança Paulista

Ônibus da linha Extrema- Bragança Paulista

Passe da linha Extrema- Bragança Paulista 

Estrada entre Extrema- Bragança Paulista

Estrada entre Extrema- Bragança Paulista "de novo"

Às 11H15, já estávamos desembarcando no terminal rodoviário da cidade mineira (Só por curiosidade, foram desembolsados R$0,50 para utilizar o banheiro do Terminal).


Placa de Inauguração da Rodoviária de Extrema 

Fachada da Rodoviária de Extrema 


Desembarcamos animados, empolgados, com uma energia incrível como se nada fosse nos cansar. A primeira coisa que fizemos, foi procurar o Centro de Informações Turísticas- C.I.T, que sabíamos mais ou menos, onde era, através da pesquisa que fizemos antes. A praça principal ficava um pouco afastada do terminal Rodoviário, e, de informação em informação, descobrimos que para chegar na praça principal (onde também estava o CIT) era preciso subir um ladeira imensa, de uns 90° de inclinação (lembram daquela energia que eu relatei que estávamos? Essa mesma! Então, já pode esquecê-la). No pico dessa ladeira, a praça principal surge como um oásis no deserto. Uma praça muito simpática, com uma decoração natalina bem agradável e uma igreja Matriz muito linda. Extrema era mesmo uma cidade muito acolhedora (ainda levando em consideração a mega ladeira que subimos). Bem do ladinho da praça, estava ele, com uma infraestrutura incrível para o turista: o CIT.

Praça da Matriz

Casa do Papai Noel

Árvore de Natal

Fachada da Matriz


Lá conhecemos Suellen, uma turismóloga, muito simpática que nos recebeu muito bem. Minutos mais tarde, depois de apresentar-nos os roteiros e atrativos da cidade (que, francamente, eram todos muito legais, valeria a pena conhecê-los, mas levando em consideração as atuais e reais $ituaçõe$, não poderíamos), saímos em busca do primeiro atrativo: Um supermercado para comprar algo pra comer e beber!

Em seguida, seguimos em direção à Serra do Lopo, decidimos que faríamos uma trilha.

A Serra se erguia onipotente dividindo com sua grandeza os estados de São Paulo e Minas Gerais (Extrema era rodeada de Serras). Não foi difícil encontrar a trilha, que parecia ser fácil e moleza para dois rapazes jovens, musculosos, bonitos e cheios de disposição, mas nós não somos bonitos, muito menos musculosos e sedentarismo é nosso hobby, logo, foi difícil. Subimos por um pasto durante os primeiros minutos da trilha, mas logo adentramos na parte de árvores altas e solo úmido -Mata Atlântica- sem contar que estava abafado como uma sauna natural.
Início da Trilha na Serra do Lopo

Início da Trilha na Serra do Lopo

Início da Trilha na Serra do Lopo
Permanecemos nesta trilha por apenas 4H30 (não tínhamos tempo de sobra, néh?!). Nessa trilha encontramos diversos pontos onde podemos beber água mineral (parece meio óbvio?) onde sempre aproveitamos para descansar/refrescar/respirar/beber água e tudo que era necessário para continuar a caminhada, em uma dessas paradas -lá pra depois de 1H de trilha- encontramos três rapazes que subiram a Serra pela estrada e naquele momento estavam descendo (o que nos pareceu uma opção bem menos cansativa) por intermédio deles, ficamos sabendo de duas coisas que tornariam nossa trilha ainda mais incrível:

A) Logo começaríamos a ter vistas panorâmicas de toda a cidade;

B) Daquele ponto até chegar ao final da trilha só faltavam 3H30 de caminhada/subida.

Agradecemos as boas notícias e lá fomos nós, trilha a cima, suando, arfando, cada vez mais cansados...

Mas tudo valeu a pena à medida que encontrávamos pedras altíssimas com vistas panorâmicas da cidade, mais acima outra pedra, e assim por diante, a cada pedra nos encontrávamos mais altos, a vista era mais incrível ainda e o suor mais e mais abundante.
Estevan e os garotos mineiros que desciam a Serra do Lopo
(O de camisa marrom se chama Márcio, os demais... Eram legais...)


Foto Artística

Precisa de legenda?

Pequena observação...

Uma das melhores vistas e  fotografias da Serra do Lopo

Outra foto...

E mais uma... Esta é próxima ao final da trilha...

Extrema do alto

Hoje eu só quero que o dia termine bem... 
Vista... ou XP... sei lá....

Montanhas...

Mato, Estevan e Mato novamente

Uma das fontes da Serra do Lopo

Outra das fontes... Ou a mesma de outro ângulo



Um dos muitos animais selvagens e peçonhentos que cruzaram nosso caminho.  

Vista terrestre do céu

Quando menos esperávamos, a trilha acabou (isso foi ironia, pra quem não percebeu) e como estávamos mega cansados, suados, doloridos e fedidos a Mãe Natureza decidiu nos "trollar" (novamente), e colocou em nosso caminho uma estradinha de terra de pouco mais de meia hora (As vezes medimos distância com tempo)... Já no fim da Estradinha de terra, no Pico do Cabrito, encontramos uma casinha, na Reserva Ecológica do Pico do Cabrito (DÃÃR) e lá, uma garota qualquer, que cursa Marketing no sétimo andar do prédio A da Uninove campus Memorial e por um motivo qualquer não perguntamos seu nome, nos hidratou com um mísero copo d'água (Nossos mais sinceros agradecimentos a ela) e seguimos descendo o pico por mais alguns metros de estrada, agora asfaltada.
Caminhando e cantando e seguindo a canção...
O pé na estrada eu vou botar que já tá na hora de ir...(IRMÃO URSO VOICE)


Entrada do Pico dos Cabrito (Propriedade Particular)

Daí em diante, passamos a buscar um local para tomar um banho, relaxar e tirar os tênis, não necessariamente nessa ordem, que por sinal estavam imundos, encontramos muito próximo ao C.I.T uma pousada, Sant'Anna, a diária custou R$ 35,00, com café da manhã, banheiro coletivo e check-out ao meio dia do dia seguinte, fomos muito bem recebidos e decidimos deixar um presentinho da nossa cidade de origem, 75 ml de uma ótima cachaça parnaibana que é vendida na Pousada 1896 no Centro Histórico e custa apenas  R$ 3,00 no local.

Marcos, Talita e Kauê da Pousada Sant' Anna

Recepção da Pousada Sant' Anna
 Relaxamos...

Às 20H15 decidimos buscar algo para comer, ao lado da Igreja Matriz uma padaria com Self- Service a R$ 15,00 foi o local escolhido, após a refeição, um rasante na praça, onde estavam ocorrendo as "fofinhas" cantatas natalinas de membros da "melhor idade" da cidade, após cinco ou seis cânticos natalinos de diferentes locais do país e do mundo, decidimos voltar a pousada, afinal, eram quase 22H00 e já estávamos a  18 horas no ar, a trilha e a viagem foram cansativas, e no dia seguinte o despertar estava previsto para ás 08H00...

Cantatas Natalinas

Domingo, 15 de Dezembro de 2013

Acordamos e descemos para o café por volta das 8H30. Ainda estávamos com sintomas da caminhada do dia anterior:
- Fadiga acumulada
- Ardência nas pernas e todas articulações de nomes estranhos,
- Delírio, vômito desenfreado, e desmaios súbitos (Mentirinha...)
Ou seja, sintomas da terrível "overdose de árvores, subidas íngremes, folhas e línquens (Associação mutualística de fungos e algas, serve também como indicador natural de qualidade do ar)..."

Novamente fomos ao C.I.T perguntar o que teríamos pra fazer no dia. E novamente fomos muito bem recebidos.
Indicaram-nos um passeio pelo -ainda não inaugurado por conta de umas reformas- Parque da Cachoeira do Jaguari. Depois de uma bate-papo legal com Suellen (turismóloga que fazia o plantão no fim de semana ao invés de viajar de ônibus de catraca) regressamos a Pousada para preparar as mochilas e seguir por mais um dia -que desta vez esperávamos não ter trilha, ou uma não tão infinita quanto a anterior.

Como somos muito educados, agradecemos e antes de seguirmos, regalamos Suellen com 75ml de uma ótima cachaça parnaibana que é vendida na Pousada 1896 no Centro Histórico e custa apenas  R$ 3,00 no local. (verdade, patrocinaram mesmo!)

Nos despedimos com uma foto e partimos rumo ao Parque quase inaugurado.

Estevan, Suellen e Marcos no C.I.T
É triste a dor do parto, mas tínhamos que partir...

Informações das Rotas Turísticas de Extrema

Alguns minutos de caminhada sob um sol refrescante de uns 28°C (E sensação térmica de 56ºC)  numa rodovia que não parava um segundo de passar carros e caminhões e da acesso a cidade, fizeram-nos lembrar que:

A) Protetor solar e repelente de insetos são importantes e não é legal esquecê-los

B) Uma caminha na mata com ar puro, SEMPRE valerá a pena, não importa quantas horas ela dure!

Não tem como errar o caminho do Parque, relativamente, ele é próximo do centro além de ficar no fim de uma rua que da acesso a rodovia poluída.

Rodovia "Poluída"

Entrada do Parque (DÃÃR)
A reforma no local era evidente, mas não atrapalhou em nada nosso passeio por lá. Realmente a cachoeira era incrível, e andar pelas pedras que ficam a margem era ainda melhor. O lugar era muito lindo! Garanto que após a reforma, será um ponto quase impossível de não visitar. A força da água abria nas pedras buracos, mini cavernas e esculturas naturais que formavam micros aquários naturais (sem peixe, sem aquelas plantinhas, mas eram legais de observar). Metros a frente encontramos um paulista pescando bagre e pacu em uma das piscinas da cachoeira (deve ter pego meia dúzia de peixinhos), muito simpático, ainda conversamos um pouco com ele. No Parque havia alguns deck's para melhor observação das varias quedas d'água.

Cachoeira do Jaguari

Escultura Natural esculpida pela natureza

Um dos aquários naturais 

Trilha no Parque da Cachoeira do Jaguari

Casal s2 em um dos deck's do Parque

Uma das quedas da Cachoeira 
Pescador de Bagres...

Andamos até um lago um pouco acima da cachoeira. Claro, encontramos uma trilha. Sim, fomos ver aonde ela levava...

Início da cachoeira do Jaguari

Lago da Cochoeira do Jaguari
Caminhamos pela margem observando algumas capivaras que estavam no lado oposto do rio, percebemos que a trilha não acabava e seguia convidativamente mata adentro, então, achamos melhor continuar...

TO BRINCANDO!!! De trilhas já estávamos satisfeitos.

Voltamos para as cachoeiras. Mais fotos, mais elogios, mais admiração... Imagino aquele lugar reformado, voltaria com certeza.

Espaços recém reformados do Parque da Cachoeira do Jaguari

Espaços recém reformados do Parque da Cachoeira do Jaguari
O relógio marcava 12H15 e após a caminhada de volta pela rodovia poluída estávamos novamente no Terminal Rodoviário onde partiria pontualmente ás 13H30 o buso com destino a Bragança Paulista, deveríamos aguardar por uns 20 minutos, enquanto isso, fomos ao supermercado para comprar uns biscoitos e matar o tempo.

Matamos...

Embarcamos com destino a Bragança, e por lá, ás 14H45 tomamos o coletivo da Viação Fênix sentido Jundiaí, onde desembarcamos por volta das 16H30 e aguardamos até 17H10 o buso da Rápido Luxo Campinas (Aliás, a empresa poderia ter luxo não só no nome afinal, os coletivos dessa linha não fazem jus nem ao nome nem ao porte da empresa, fica a dica).

Desembarcamos em Santana de Parnaíba por volta de 18H40 depois do coletivo municipal parnaibano, que pegamos em frente ao Supermercado Vencedor...

PS: Quando nos referimos a "Rodovia Poluída", em nenhum momento visamos criticar a administração da via, seja ela qual for, o termo serve somente para lembrar, tanto nós quanto os leitores (Se é que leem essa blasfêmia, com o perdão da palavra), que automóveis liberam CO2, uma substância química formada por dois átomos de oxigênio e um de carbono que em grande quantidade é prejudicial ao meio ambiente, pois contribui para o Aquecimento Global. 


E 67 horas depois do encerramento da viagem, e 50 horas no início da elaboração deste trabalho que você leu, temos o prazer de encerrá-lo de forma digníssima com nossos mais sinceros (Ou não) agradecimentos a todos os que contribuíram, participaram, promoveram e também aos que ainda contribuirão, participarão e promoverão essa ideia.

Parágrafo Fofinho...

Um muito obrigado especial e um abraço carinhoso ao Srº Israel -o motorista fofinho- da Secretaria de Cultura e Turismo de Santana de Parnaíba, um dos culpados por isso ( É, eu disse culpado!), e que continua fomentando nossa “Rota Catraqueira”, provavelmente uma de suas sugestões inspirará nossa próxima viagem.

E se você não gostou, eu só posso te dizer uma coisa... Lê de novo que é legal, e você vai gostar!

Sugestões ou dúvidas envie e-mail para


E se você também fez qualquer tipo de viagem desse “porte”, compartilhe conosco!


Dentro de alguns dias estaremos concluindo um post sobre check-list e passo a passo do planejamento da viagem pra você se inspirar (ou não) e criar seus próprios roteiros...

... Aguarde...

“Inté a próxima catraca!”

E.BELKO

M.1GRIA